António de Sousa-Cardoso, presidente da Causa Real, federação que agrega as várias Reais Associações, afirmou a agência Lusa que será entregue uma petição nesse sentido à Assembleia da República na próxima semana.
Sousa-Cardoso disse à Lusa que "a iniciativa partiu da Madeira, mas congregou todas as associações e foram reunidas as necessárias 4.000 assinaturas, devendo a petição ser entregue na próxima semana no parlamento".
O responsável da Causa Real escusou-se a dar mais pormenores sobre a iniciativa.
A 01 de Fevereiro de 1908, na Praça do Comércio, em Lisboa, o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe foram assassinados por dois elementos da Carbonária quando regressavam de Vila Viçosa.
Manuel Buíça, armado com uma carabina Winchester, disparou e matou o Rei e o Príncipe Real, segundo atestam os historiadores, tendo sido secundado por Alfredo Costa, que disparou uma pistola Browning FN sobre os corpos do Rei e do Príncipe, já mortos.
A historiadora Alice Samara afirmou à Lusa "que pelo testemunho da Rainha D.ª Amélia e a tradição popular, a morte das personagens reais é atribuída a Manuel Buíça, existindo sobre este uma certa áurea heróica para o radicalismo popular".
Na próxima quarta-feira, Duarte Pio de Bragança, chefe da Casa Real portuguesa, irá apresentar a comissão que coordenará actividades evocativas do regicídio.